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Como montar um time de venda em uma Agência de Intercâmbio

Ricardo Lemos — Ally Hub · 08 de abril de 2021 · 11 min de leitura

Muitas agências de intercâmbio renomadas no mercado brasileiro começaram em casa, na sala de algum consultor. Assim como diversas mega empresas de tecnologia, como a Amazon, Apple, HP e tantas outras que todos nós conhecemos.

A diferença é que vender serviço no Brasil é um negócio complicado. Vender um produto complexo como o intercâmbio então, minha nossa! Exige muita paciência, conhecimento e principalmente, estruturação de processos.

Não adianta tentar continuar sozinho para sempre e querer resolver todos os passos que esse processo exige. Mais cedo ou mais tarde, você vai precisar de ajuda e é justamente aqui que as coisas começam a complicar. Você sabe que precisa do auxílio de alguém, mas não sabe exatamente onde e como, não é verdade?

Então vamos tentar simplificar e dar nome para cada uma das pessoas que devem, ou deveriam fazer parte de um processo completo para a venda de um intercâmbio.

Pode ser que você decida assumir 2 papéis no começo para economizar. Ser consultor e closer por exemplo, isso faz parte. Mas o fato de saber quais são esses papéis, vai ajudar muito na hora de passar o bastão para a pessoa competente no momento certo.

Time de Venda

Um time de venda completo em uma agência de intercâmbio deve ter:

  1. Qualificador ou SDR
  2. Consultor educacional/Closer
  3. Operacional
  4. Pós-venda

Qualificador ou SDR

Este é um dos cargos mais badalados do momento, já que está sendo adotado por muitas empresas de tecnologia e consultoria brasileiras.

Esse movimento acontece seguindo o modelo americano em busca da otimização do processo de inside sale e é visível em cada vez mais startups e agências de intercâmbio consolidadas. Estas empresas estão mudando suas estratégias e fluxos de qualificação para dar espaço aos novos players de vendas.

Se você precisa de ajuda para montar um time de venda e estruturar seus processos, clique aqui para conhecer a Ally, a única plataforma de gestão para agências de intercâmbio da américa latina.

Mas o que significa SDR? Qual o papel desse profissional?

É fácil entender o que significa SDR: sales development representative ou representante de desenvolvimento de vendas, no português, é o profissional responsável pela qualificação e abordagem inicial dos leads para aumentar as taxas de contato.

É ele quem vai receber uma lista de leads, no caso da prospecção via inbound, ou gerar a lista de possíveis oportunidades, no caso de prospecção outbound, realizar o contato inicial para validar a dor e possível fit da agência, se há oportunidade de negócio ali e se existe interesse em falar com um consultor educacional. Isso tudo, claro, é feito dentro do mindset da venda consultiva.

Uma vez que essa qualificação é feita e há interesse de ambas as partes em continuar a conversa, o SDR passa este contato para consultor. Esta pessoa será o closer e vai levar o deal adiante através da reunião de diagnóstico, solução (curso de inglês, curso técnico, higher education, etc) e fechamento.

Perceba que através da venda consultiva o seu produto é a solução para um problema.

Uma pergunta importante é: toda empresa que trabalha com inside sales precisa de um SDR? Não. Muitas empresas escolhem não ter SDRs por algumas razões:

Na Inside Sales Benchmark Brasil 2020, 61% das empresas responderam que trabalharam com times de pré-vendas em 2019. Esse número foi de
49% na última anterior, evidenciando um aumento na especialização dos papéis.


Se existem empresas que trabalham tão bem sem SDRs, por que alguém escolheria montar um time de pré-vendedores? Bem, ser SDR faz com que os vendedores consigam focar nos deals e otimiza o processo e o discurso de vendas, de modo geral.

Além disso, essa especialização traz velocidade na abordagem dos leads e maturidade nesse processo. Se bem conduzidos, resultam em aumento do número de agendamentos de reuniões.

Ou seja: quem escolhe contratar SDRs, quer impulsionar o seu funil de vendas e gerar mais oportunidades de negócios para a empresa.

O perfil desse profissional pode ser alguem recém-formado ou pessoas em transição de carreira para este cargo. Lembre-se que, em vendas, o perfil e competências da pessoa pesam mais do que experiência propriamente dita.

Veja abaixo algumas das principais competências necessárias para um bom SDR:

Todo bom SDR tem suas atividades padronizadas, sejam elas na agenda ou em uma plataforma de gestão para que sejam feitas no mesmo horário e ganhe-se produtividade.

Consultor educacional/Closer

Devemos começar ressaltando que nem sempre o consultor educational deve atuar como closer. Em alguns casos, a presença do especialista é indispensável para que a venda seja concretizada. Mas vamos falar sobre isso mais adiante.

Então, em um segundo estágio da venda, o consultor entra em cena. Teoricamente ele vai receber um lead pré-qualificado e isso vai resultar em uma abordagem mais rápida e acertiva, já que ele terá um direcionamento pré-estabelecido pelo SDR para iniciar a consultoria.

A venda consultiva é indispensável nesse segmento!

Cerca de 80% das vendas são perdidas justamente nessa fase. Por mais que o lead não esteja pré-qualificado e o consultor decida ou precise exercer os dois papéis, ele jamais pode esquecer que a venda de um intercâmbio significa encontrar a solução para um problema do lead.

Sendo assim, o consultor será a pessoa que fará diversas perguntas para encontrar o problema e oferecer a melhor solução disponível.

Como dissemos anteriormente, em alguns casos se faz necessária a presença do especialista, aquela pessoa com mais autoridade sobre o assunto, principalmente quando os decisores da compra são os pais ou responsáveis por um menor de idade.

Em qualquer um dos casos, é importante alinhar as expectavias do lead desde o inicio, deixando clara a passagem do bastão do SDR para o consultor e do consultor para o closer, quando necessária, ou do consultor para o operacional. Assim a pessoa sabe porque está falando com uma ou outra pessoa dentro da mesma agência e tudo vai fluir naturalmente.

Operacional

Quando a venda é concretizada, está na hora de envolver a pessoa responsável pelo operacional.

Esse profissional tem um perfil mais técnico e precisa de atenção aos os detalhes, afinal de contas, na venda de um intercâmbio cada detalhe conta e nada pode dar errado. Receber do estudante, pagar fornecedores, enviar a matrícula, coletar documentos para o visto, anotar todas as datas importantes de inicio do curso, do voo, da acomodação, do seguro, da assinatura do contrato e assim por diante.

Muitos podem argumentar e dizer que essa pessoa não faz parte do time de vendas, mas experimente perder uma venda por falha operacional, ai voltamos a discutir sobre o assunto. Se ele tem ou não contado com o lead ou com os responsáveis, bom, podemos fazer um podcast inteiro sobre esse assunto um dia. (entre contato por email – contato@allyhub.co)

Pós-Venda

O pós-venda começa logo depois que um cliente compra seu produto ou serviço, e exige tanto esforço quanto as fases de prospecção e fechamento do negócio. 

Afinal, é após a compra que o consumidor conhece de fato a qualidade da empresa e do seu atendimento, e então decide se vai continuar comprando ou se é melhor procurar a concorrência.

Logo, você precisa fazer tudo para conquistar e fidelizar esse cliente assim que ele leva o seu produto ou termina de usufruir do seu serviço.

Um dos maiores erros que uma agência de intercâmbio é se esquecer do cliente ou dar menos importância a ele depois de fechar a venda, pois é aí que começam os esforços para construir uma base de clientes sólida e lucrativa para o negócio.

Sabe qual é a maior, mais barata e mais lucrativa fonte de lead de uma agência de intercâmbio? A indicação de um cliente satisfeito!

A premissa básica do pós-venda é que, do ponto de vista financeiro, vale muito mais a pena fidelizar um cliente do que adquirir um novo. 

A frase clássica de Philip Kotler, o pai do marketing, diz que “conquistar um novo cliente custa de 5 a 7 vezes mais que manter um atual”. 

E é justamente no pós-venda que você garante a manutenção do relacionamento e aumenta seus níveis de fidelização e indicação, abrindo caminho para novas oportunidades de negócio e um crescimento sustentável.  

Mesmo assim, de acordo com um relatório do Sebrae divulgado pela FecomercioSP em 2019, 85% das empresas brasileiras nunca fizeram pós-venda.

Além disso, 70% sequer possuem cadastro dos seus clientes, enquanto 94% nunca utilizaram tecnologias digitais para monitorar os compradores.

Esses dados são preocupantes, principalmente quando consideramos que os clientes fiéis são responsáveis por até 65% das vendas de uma empresa. 

Quando um cliente gosta da experiência (antes e depois da compra), ele volta a fazer negócio com a empresa e ainda se torna um defensor e promotor da marca.

Segundo uma pesquisa da Opinion Box publicada em 2018, 71% dos brasileiros recomendam marcas para amigos e familiares quando ficam satisfeitos.

Por outro lado, quando a experiência é ruim, 41% fazem comentários negativos sobre a empresa.

Além disso, 79% dos brasileiros já deixaram de comprar de alguma marca por terem sido mal atendidos. 

Ao mesmo tempo, há muita oportunidade para fidelização, já que 76% da população se considera fiel a uma marca da qual compra regularmente. 

Por isso, vale a pena investir nas estratégias de pós-venda para ter clientes que compram mais, permanecem leais à sua empresa e ainda divulgam seus produtos e serviços por aí.

Afinal, de nada adianta encontrar os melhores fornecedores e produtos, divulgar sua agência, definir processos e garantir a compra se, após a confirmação da transação, o cliente sentir-se insatisfeito ou com demandas pendentes em relação ao negócio.

Entendeu a importância de um time de venda e processos bem estruturados para a sua agência de intercâmbio?

Para saber um pouco mais sobre a Ally e como podemos ajudar a sua agência, entre em contato pelo site e agende uma demo.

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